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Após tombo recorde, entenda a alta da bolsa nesta terça-feira

Avanço do mercado nesta terça-feira não indica que o pior ficou para trás. Expectativa de que bancos centrais e governos possam atuar de formar coordenada e uma possível conversa entre a Rússia e a Opep contribuem para recuperação.

                                                                     Crise do petróleo — Foto: AP Photo/Andre Penner

 

A principal dúvida é medir o impacto do coronavírus na atividade econômica global, que já estava bastante fragilizada antes do avanço do surto. O que já se sabe é que o Produto Interno Bruto (PIB) do mundo será menor do que o esperado no início deste ano. A guerra de preços do petróleo – detonada pela Arábia Saudita nesta semana – deixou o quadro ainda mais incerto.

Na segunda-feira, o estrago nos mercados foi generalizado. Os preços do petróleo tiveram a maior queda diária desde 1991 e desabaram para o nível de 2016. No Brasil, o Ibovespa caiu 12,17%, no maior recuo diário desde 1998. Nos EUA, os índices acionários tiveram o pior desempenho desde a crise financeira de 2008.

Nesta terça-feira, o que contribui para um movimento mais positivo dos mercados é a expectativa de que bancos centrais e governos possam atuar de formar coordenada para reduzir os impactos do efeito do coronavírus na economia.

Na segunda-feira, depois do fechamento dos mercados, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que deve anunciar medidas para evitar prejuízos econômicos causados pelo coronavírus. O governo do Japão planeja gastar mais de US$ 4 bilhões em um segundo pacote de ações para lidar com o vírus.

“A perspectiva de maiores gastos do governo está ajudando investidores a ignorar a ampliação nas medidas de contenção que reduzirão a atividade econômica”, afirmou à Reuters o analista Jasper Lawler, chefe de pesquisa no London Capital Group, destacando entre as medidas as restrições de deslocamento na Itália.

Embora os governos de vários países tenham indicado uma possível ação, há dúvidas sobre a real capacidade de repostas dos países. Hoje, por exemplo, as taxas de juros já estão baixas nas maiores economias do mundo, deixando pouco espaço para que a política monetária traga algum estímulo para o PIB global.

Na semana passada, o Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) se reuniu de forma extraordinária e promoveu um corte de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros. Com a redução, as taxas de juros norte-americanas passaram para a faixa de 1% a 1,25%.

O BC dos EUA não fazia um corte de emergência desde 2008, quando o mundo sofria os efeitos da crise financeira internacional. No comunicado depois da decisão, o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês) disse que a economia dos EUA seguia forte, mas que o avanço do coronavírus trazia riscos para a atividade do país.

Juros mais baixos tendem a estimular a economia reduzindo os custos dos empréstimos para famílias e empresas, contribuindo para uma aceleração do consumo e dos investimentos.

 

"A expectativa é que as autoridades de países desenvolvidos anunciem ao longo desta semana medidas para amenizar o impacto sobre suas atividades", escreveram os analistas do banco Fator em relatório.

Possível conversa entre Rússia e Opep

 

O alívio nos mercados também vem com a expectativa de que a Rússia reduza as tensões com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Na sexta-feira passada, a Rússia e a Opep não chegaram a um acordo para reduzir a produção de petróleo. O governo russo se opôs ao corte de produção sugeridos pela organização para estabilizar os preços da commodity em meio à epidemia de coronavírus, que afeta a demanda por energia.

Como resposta, a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, decidiu adotar o maior corte dos preços do barril em 20 anos. O país sinalizou também que elevará a produção para ganhar participação no mercado, que já está com sobreoferta devido aos efeitos do coronavírus sobre a demanda global.

Nesta terça-feira, segundo a agência France Press, o ministro russo da Energia, Alexander Novak, declarou que seu país não descarta uma aliança com a Opep para estabilizar o mercado do petróleo.

"A porta não está fechada", disse, em uma entrevista ao canal Rossiya 24, em que ressaltou que o fato do acordo de redução da produção não ter se prolongado além do mês de abril "não significa que no futuro não possamos cooperar entre países Opep e não Opep".

 

 

 

 

 

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